Julho Verde: Mês Nacional de Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço
O Julho Verde é o Mês Nacional de Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço, com o dia 27 de julho marcando o Dia Mundial de Prevenção e Combate à doença. A campanha, criada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), reúne um grupo de tumores que atingem regiões como boca, garganta, laringe, cavidade nasal, glândulas salivares e tireoide.
Os sinais costumam ser simples: uma rouquidão que não passa, uma ferida na boca que insiste em não cicatrizar, um caroço no pescoço que parece não incomodar.
E por isso, muitas vezes, esses sintomas são confundidos com um resfriado ou uma afta comum, mas, na verdade, podem ser os primeiros indícios de um câncer de cabeça e pescoço.
Sinais que merecem atenção:
O grande desafio dessa doença é justamente o diagnóstico tardio. Muitos dos primeiros sintomas se parecem com incômodos do dia a dia, o que faz com que sejam ignorados por semanas ou meses. Entre os sinais que pedem avaliação médica quando persistem por mais de 15 dias, estão:
- Rouquidão ou mudanças na voz sem causa aparente
- Feridas na boca, na língua ou no rosto que não cicatrizam
- Dor ou dificuldade para engolir
- Dor de garganta constante
- Caroços ou nódulos no pescoço
- Sangramentos na boca ou no nariz sem explicação
- Manchas na boca ou na garganta
Ter algum desses sintomas não significa que a pessoa tem câncer, mas todos merecem atenção e avaliação de um profissional de saúde.
Fatores de risco: muitos deles podem ser evitados
O tabagismo, em todas as suas formas (cigarro, charuto, cachimbo e o cigarro eletrônico), e o consumo excessivo de álcool estão entre os principais responsáveis pelo surgimento desses tumores. Quando os dois hábitos se combinam, o risco aumenta de forma ainda mais expressiva. Manter uma boa higiene bucal e proteger a pele da exposição solar, sobretudo nos lábios e no rosto, também são cuidados importantes na prevenção.
Quando descoberto cedo, o cenário muda:
Ao ser identificado em estágio inicial, o câncer de cabeça e pescoço tem altas chances de cura. O problema é que a maior parte dos diagnósticos no Brasil ainda acontece em fases avançadas, quando o tratamento se torna mais complexo e as sequelas, maiores. Por isso, o Julho Verde existe: para lembrar que atenção aos sinais do corpo e busca por avaliação médica podem ser decisivas.
Tratamento e acompanhamento:
O tratamento é sempre individualizado, definido de acordo com o tipo de tumor, sua localização e o estágio da doença, podendo envolver cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou a combinação dessas abordagens.
Os avanços da oncologia têm tornado os tratamentos cada vez mais precisos, com foco não apenas no controle da doença, mas também na qualidade de vida do paciente.
Prevenção é o melhor caminho:
Evitar o cigarro e o consumo excessivo de álcool, manter uma boa higiene bucal, proteger a pele da exposição solar e ficar atento a qualquer sinal persistente no corpo são atitudes simples que fazem parte do cuidado diário com a saúde.
Diante de qualquer sinal persistente, o caminho começa pela Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. É ali que o cuidado tem início: o paciente é avaliado e, quando necessário, encaminhado para um especialista. Caso haja indicação de tratamento, o encaminhamento segue para hospitais de referência, como o Hospital do Câncer Divina Misericórdia da Santa Casa de Sorocaba.
Manter o acompanhamento com médicos e realizar exames regulares também são passos fundamentais para cuidar da saúde e agir rapidamente diante de qualquer sinal de alerta.
Muitas vezes, a diferença entre um diagnóstico simples e uma jornada mais difícil está em prestar atenção aos sinais que o próprio corpo oferece, e ter a coragem de buscar ajuda diante deles.




